Cimento Tejo e outros cimentos

 


Cartaz publicitário de 1945


Cartaz publicitário de 1934


O cimento moderno que usamos atualmente é resultado de um longo processo de desenvolvimento e aprimoramento que teve início na Inglaterra do século XIX. Embora a história do uso de materiais de ligação na construção remonte a milhares de anos, foi somente na era industrial que se tornou possível produzir cimento em grande escala e de forma consistente.

O cimento Portland, que é o tipo de cimento mais comum utilizado na construção atualmente, foi desenvolvido na Inglaterra em 1824 e patenteado em 1830  pelo químico Joseph Aspdin. Ele criou um cimento que se assemelhava em cor e textura à pedra calcária encontrada na região de Portland, o que acabou dando origem ao nome do produto.

O cimento Portland é produzido pela combinação e proporções precisas de calcário, argila, sílica e em menores proporções ferro e aluminio, que são moídas e misturadas em um forno rotativo a altas temperaturas, geralmente acima de 1.400°C. O resultado é um material altamente resistente e durável, que pode ser misturado com outros materiais para produzir concreto, argamassa e outros produtos utilizados na construção civil.

A produção de cimento se expandiu rapidamente ao longo do século XIX e XX, impulsionada pelo aumento da demanda por materiais de construção e pelo desenvolvimento de novas tecnologias. Hoje, o cimento é produzido em todo o mundo e é um dos materiais mais utilizados na construção civil.

Relativamente à indústria do cimento em Portugal a primeira fábrica a ser construída de raiz foi a Fábrica Cimento Tejo (1890-1894), hoje a fábrica de Alhandra da Cimpor. Esta unidade tem mais de um século e está localizada a 25 km a norte de Lisboa, na vila de Alhandra, na margem direita do rio Tejo. Tem boas vias de comunicação rodoviária, ferroviária e marítima.

Para além da Cimpor, a Secil (fundada em 1904 e criaçºão da marca em 1925) que veio a integrar o cimento Liz da Empresa de Cimentos de Leiria (fundada em 1923), é uma das principais empresas produtoras de cimento em Portugal, fundada em 1930. Com uma produção anual na ordem de 4 milhões de toneladas de cimento, assegura mais de 35% das necessidades de cimento em Portugal.

Embora o núcleo central da sua actividade seja a produção de cimento, a Secil integra um conjunto de cerca de 40 empresas – O Universo Secil – que opera em áreas complementares como a produção de betão, pre-fabricados com ele feitos, cal hidráulica, rebocos, revestimentos, fibrocimentos, etc., ou ainda a exploração de pedreiras.

A Secil assegura a produção de cerca de 4 milhões de toneladas de cimento por ano, destinadas principalmente ao mercado português, através das suas fábricas Secil-Outão, Maceira-Liz e Cibra-Pataias.


História [fonte: Cimpor]

Por alvará de 24 de maio de 1894, foi dada concessão de patente à Companhia Cimento Tejo, que produzia à data 6 mil toneladas de cimento por ano, num forno horizontal Hoffmann. A sua instalação teve como objetivo atender as necessidades do mercado e garantir a independência de Portugal no setor cimenteiro.

Os primeiros fornos rotativos da Companhia Cimento Tejo foram objeto de um plano fabril iniciado em 1926, mas apenas concretizado na década de trinta. Em 1931 entrou em laboração o primeiro forno rotativo e 3 anos mais tarde o segundo, ambos a funcionar pelo processo de via húmida.

Durante a segunda guerra mundial, a conjuntura internacional obrigou Portugal a ter que providenciar o fabrico de ferro, ao qual correspondeu a Companhia de Cimento Tejo, nesta sua nova fase fabril.  Em 1940 arrancou o forno 3, que fabricava clinquer, com a produção simultânea de gusa, pelo processo Basset. A produção de ferro manteve-se até 1945.Em 1950 e 1959 começaram a funcionar os fornos 4 e 5. Este ultimo, com a capacidade de produção superior a meio milhão de toneladas por ano, era à data, o maior forno do mundo.

Com a entrada em funcionamento do forno 6, em 1977, deu-se inicio à produção pelo processo de via seca. A modificação do forno 5 para via seca, dando origem ao forno 7 que arrancou em 1985, completou a reconversão do processo de fabrico.

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